Primeiramente gostaria de
ressaltar que esse artigo não foi escrito por mim, mas sim por Robyn Reisch, no
site I <3 Heart Intelligence, que aborda
o tema dos transtornos mentais. Eu apenas o traduzi e postei no blog. Não tenho
crédito algum por ele, além da tradução.
A ideia de traduzir foi justamente
para as pessoas que não possuam domínio do idioma inglês possam ler e se
identificar, sendo elas possuidoras de transtornos de ansiedade ou tendo familiares/relativos
que possuam e possam compreender o que se passa conosco.
Esse artigo foi muito
esclarecedor e talvez se eu tivesse lido há algum tempo,
possivelmente alguns relacionamentos, sejam eles românticos ou de amizade,
teriam durado mais. Não se trata apenas de apontar para o outro e falar que precisamos
ser entendidos e tudo ficará bem; também temos que nos conscientizar da nossa situação,
buscando tratamento que nos auxilie a alcançar uma melhor qualidade de vida, possibilitando
(e SEI como é difícil) mudar de atitude, ou pelo menos reduzir tais
comportamentos. Sempre que leio esse artigo me emociono muito, e queria muito
que as pessoas que eu já me relacionei também lessem e pudessem compreender só
um pouquinho.
Se você acredita que apresenta quadro
de ansiedade ou depressão, é de EXTREMA importância que procure ajuda
psicológica. Podemos melhorar sim a qualidade de vida e aprender a conviver e
amansar esse animal que vive dentro de nós e a todo momento quer sair
destruindo o sofá da sala.
Bem, vamos ao artigo, traduzido e
adaptado por mim.
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Amar uma pessoa com ansiedade pode
ser confuso, frustrante e até mesmo assustador algumas vezes. Não é uma coisa
fácil a se fazer. Porém, como em qualquer amor retribuído, é muito recompensador.
Você ama alguém com ansiedade?
Aqui estão 17 coisas que essa
pessoa gostaria que você soubesse:
1 01) Significa
MUITO quando você nos escuta sem julgamentos. Nós sabemos que nossos medos nem
sempre fazem sentido. Quando você permite que falemos deles, está nos ajudando
a entender nosso transtorno.
1 02) Se
você notar alguma coisa – um cheiro, uma ação, um lugar – que parece acalmar
nossa ansiedade, fale. As vezes não notamos, e necessitamos utilizar todos os
recursos que conseguimos.
1 03) As
vezes nos sentimos confortáveis em lugares estranhos. Não julgue as coisas que
nos passam segurança. Nos incentivem a sermos nós mesmos, livres da culpa.
1 04) Podemos
dar soluções para você nos ajudar em crises de ansiedade. Porém, não é uma boa
nos perguntar justamente no meio delas. Converse conosco em momentos calmos.
1 05) Sabemos
que às vezes somos inconvenientes e inconstantes. Não precisa nos lembrar. Estamos
sempre nos punindo por isso.
1 06) Nos
sentimos terríveis quando estamos frustrados e descontamos em você. Não é sobre
você. É sobre nós.
1 07) Sua
calma nos ajuda e muito. Precisamos de estabilidade quando estamos surtando.
Seu comportamento pacífico é tranquilizador.
1 08) Nossa
superatenção e vigilância nos deixam cansados rapidamente. Às vezes precisamos
de mais quietude e descanso que as outras pessoas.
1 09) A
ansiedade não nos torna estúpidos ou infantis. Mesmo em momento de crises,
falando conosco de forma idiota e infantil não ajuda. É irritante e condescendente.
1 10) Amamos
quando você nos mostra exercícios de respiração, técnicas de flexibilidade e
novas maneiras de pensar que combatem a ansiedade. Mesmo que não funcionem,
esse simples gesto mostra que você está do nosso lado.
1 11) Nossa
tendência de pensar sobre tudo (overthink)
pode ser uma benção e uma maldição.
1 12) Aceitamos
o fato de você não entender nossa ansiedade. Nós também não a entendemos.
1 13) Entendemos
que a ansiedade não é lógica. Porém, é um problema físico e tratado com
medicamentos. Não responde a fatos. Não podemos deixar de pensar e sentir,
embora gostaríamos e muito que isso fosse possível.
1 14) Queremos
que você se cuide. Precisamos que você esteja bem.
1 15) Apreciamos
sua paciência. Sabemos que não é fácil.
1 16) Logicamente,
não morreremos de um ataque de pânico.
Mas no momento, parece que realmente iremos! Um ataque de pânico é uma experiência dolorosa e aterrorizante. Parece
o fim do mundo.
1 17) Com
cuidados próprios, determinação e trabalho duro, somos capazes de tudo.
“Ansiedade é o grande assassino
do amor. Ela faz os outros sentirem como se você fosse um homem se afogando
agarrado a elas. Querem salvá-lo, mas sabem que serão sufocadas no momento do
pânico e se afogarão junto”, escreveu Anais Nin. Pessoas que escolhem permanecer
ao lado de quem tem ansiedade são corajosas. Amar alguém com ansiedade requer
força, compaixão e a coragem de escolher o amor ao invés do conforto.
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Esse texto me emociona muito, de verdade.
O artigo original pode ser encontrado em:
https://iheartintelligence.com/2017/02/17/loved-one-with-anxiety/
Eu no quarto.